UGT e demais centrais discutem reajuste do Piso Regional no Paraná

A UGT-PARANÁ (União Geral dos Trabalhadores) e o grupo tripartite de trabalho (composto por representantes do governo do estado, centrais sindicais e federações patronais), estiveram reunidos na última quarta-feira (17/2), na sede da UGT-PARANÁ, em Curitiba (PR), em nova rodada de negociação para discutir o reajuste do novo Piso Regional paranaense, cuja data-base é 1º de maio.

O superintendente da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social do Paraná, Jorge Leonel, lembrou da disposição do governo estadual em mediar as negociações do reajuste do Piso Regional: “ o governo é o maior interessado em manter as portas abertas para os investimentos no Paraná. E o Piso Regional (que continua sendo o maior piso dentre os estados que adotaram a política de pisos regionais), é uma das garantias para os trabalhadores estarem mais qualificados, proporcionando aos empresários a vantagem competitiva com outros mercados”.

O representante da UGT no Conselho Estadual do Trabalho e presidente do Sindenel – Sindicato dos Eletricitários de Curitiba (entidade filiada à UGT), Alexandre Donizete Martins, destacou a importância da manutenção de uma política estadual para o Piso Regional: “os trabalhadores defendem a alteração da data-base para 1º de janeiro, com a aplicação de uma fórmula que reponha as perdas no período, com ganho real e o compromisso empresarial e governamental com as políticas do Trabalho Decente preconizadas pela OIT – Organização Internacional do Trabalho”.

Pelo lado patronal, o vice-presidente da FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Carlos Walter Martins Pedro, ressaltou a atual crise econômica pela qual passa o país e das dificuldades que as empresas de todos os setores estão enfrentando, com demissões e falta de capital de giro. “Sabemos da nossa responsabilidade em valorizar nossos trabalhadores, mas também queremos o compromisso dos representantes laborais em negociar índices exequíveis e nos ajudar para que possamos ter competitividade e maior produtividade no mercado”.

O presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi, falou sobre o atual momento político e econômico brasileiro e seus reflexos na economia paranaense: “ nossos vilões são aqueles que estão à frente do governo, que nos enfraquecem com suas políticas tributárias – não dando o devido retorno em serviços essenciais para a população e ainda corrompem as bases produtivas geradoras de emprego e renda”. Rossi destacou ainda os reajustes do Piso Regional: “temos de ser coerentes nesse momento de crise, mas mantendo ao máximo o poder de compra dos trabalhadores, com a aplicação de um percentual que recupere as perdas e possibilite alavancar a economia em nosso estado. Além disso, chegou a hora de patrões e empregados discutirem uma pauta unificada em relação às políticas governamentais”.

O DIEESE, órgão que assessora o movimento sindical nas negociações, agendou nova rodada para o dia 9 de março na capital paranaense.

 

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O superintendente da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social, Jorge Leonel, lembrou que o governo é o grande interessado na manutenção do Piso Regional

 

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O representante da UGT no Conselho Estadual do Trabalho, Alexandre Donizete Martins defendeu a antecipação da data base para 1º de janeiro e a implantação de políticas para o Trabalho Decente